Animais e Sangue

A presença da vida teve, através dos tempos, amplos significados para a espécie humana.

A escolha da dieta vegetariana tem razões, objetivas e subjetivas, que estão além das que a principio se dão a conhecer. Muito poderia ser dito a esse respeito, mas nos limitaremos aqui à apresentação de alguns pequenos trechos, inspiradores, que levarão o leitor a entrever realidades mais profundas e pouco aparentes, com vistas aos tempos vindouros.

Diz Helena Roerich: "quanto ao culto ao gato e a certos pássaros do Egito, é muito claro que a deificação era encorajada em beneficio do povo como um propósito definido. Na maior parte dos casos, era uma intenção puramente prática e com propósito de proteção. Assim, a matança de um pássaro sagrado, íbis, no Egito era punida com a morte. Sabemos, entretanto, que o Nilo era cheio de crocodilos e que nos vales do Egito abundavam serpentes venenosas, que faziam vítimas aos milhares; somente esse pássaro, íbis, matava essas víboras e destruía os ovos dos crocodilos, evitando assim o excessivo proliferar desses monstros. Similarmente, o culto da vaca, na Índia, e a proibição de mata-la vêm da necessidade de prevenir a destruição do mais útil dos animais. No Egito os gatos eram muito úteis diante da invasão de ratos e camundongos. Além disso, o gato possui muito magnetismo animal, usado para a baixa invocação na necromancia egípcia."

Na série dos livros Agni Yoga, captados por Helena Roerich, há um parágrafo sobre animais sagrados, que resumimos: "Compreende-se que os chamados animais sagrados, não eram divindades, mas uma natural conseqüência das condições locais... As condições na antigüidade requeriam especial atenção a certos animais árvores e plantas. Sagração significava inviolabilidade. Assim era preservado algo raro e necessário. Portanto, é preciso Ter cuidado com os conceitos ainda não esclarecidos. Muito foi adicionado pelas religiões, e observadores superficiais são incapazes de distinguir o fundamental da estratificação que se acumula em torno."

Segundo Helena Hoerich, "existem várias e interessantes observações sobre o sangue no pequeno livro The Occult Anatomy, de Manly P. Hall. Ele prova cientificamente que o sangue de cada pessoa é individual. Quando cristalizado, forma padrões geométricos diferentes em cada indivíduo. Ele afirma: A história da alma do indivíduo está escrita no seu sangue. A posição que ele ocupa na evolução, suas esperanças e seus medos estão impressos nas formas etéricas que fluem pela sua corrente sangüínea... É interessante notar que o coeficiente do sangue da população de cada nação é, segundo uma conhecida tabulação, quase o mesmo, ao passo que a comparação entre o sangue de outras nações mostra diferenças, como, por exemplo, o sangue dos russos e dos ingleses, segundo a mesma tabulação."

"... quando indico uma dieta vegetal, estou protegendo o corpo sutil de ser nutrido com sangue. A essência do sangue permeia totalmente o corpo físico e ainda o corpo sutil. O sangue é tão indesejável na dieta que em casos extremos Nós permitimos o uso da carne, mas só a que tenha sido seca ao sol. É possível usar partes do animal nas quais a substância sangüínea tenha sido completamente transmutada. Portanto, o alimento vegetal tem um significado para a vida no Mundo Sutil."

Helena Hoerich afirma também: "Não há duvida de que uma estada na montanha repercute favoravelmente sobre as pessoas com câncer, talvez de fato as alturas afetarem o sangue. O sangue muda nas altitudes, tornando-se mais consistente e abundante em corpúsculos vermelhos."

O sangue revela os hábitos alimentares de uma pessoa. Assim diz Rudolf Steiner em A Crônica do Akasha: "Examinemos o processo físico que ocorre sob a influência da alimentação carnívora: os glóbulos vermelhos tornam-se mais pesados, mais escuros, e o sangue apresenta uma tendência maior para coagular. Formam-se com mais facilidade incrustações de fosfatos e outros sais. Sob uma alimentação predominantemente vegetariana, a velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos é bem menor. É possível ao ser humano não deixar que seu sangue chegue a uma cor tão escura. Justamente por isso, ele se torna então muito mais capaz de alcançar, a partir do controle do Eu interno, a coesão de pensamentos, enquanto um sangue mais pesado exprime uma tendência para entregar de maneira servil àquilo que se incorpora ao seu corpo astral pela alimentação carnívora."

Steiner prossegue, falando da influência da alimentação vegetariana e da carnívora: "Pela alimentação carnívora o ser humano incorpora em si elementos que aos poucos se transformam em substâncias estranhas, que seguem dentro dele seu próprio caminho. Isto é evitado quando a alimentação é predominantemente vegetariana. Quando as substâncias em nós segue seu próprio caminho, elas exercem influências que desencadeiam estados histéricos e epilépticos. Como o sistema nervoso recebe de fora essas impregnações, torna-se vulnerável às mais diversas doenças."

 

Extraído do Boletim Sinais n º­ 3 – julho a setembro de 1999

 

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